"What do you think is supposed to happen in the woods?"

Depois de tanto tempo esperando e confabulando, criando coragem, vi o tal Anticristo, de Lars Von Trier. Filme de terror? Dogma95? Exorcismo de demônios pessoais? Mão errada? Obra prima?

Não sei, mesmo. Não sei se volto a ver o filme, pelo menos não tão cedo, e definitivamente de estômago vazio. Um belo filme, sem regras nem rótulos, chocante. Mas que é preciso ter estômago, paciênca e uma certa dose de preparação pra ser visto. E depois dele, eu me pergunto: a câmera precisa chegar tão perto mesmo?

"You should go to life rehab or something like that."


Maya Hayes: You're right, it is complicated, isn't it? I mean, you're in love with April, who used to be in love with Lucas, and then she fell in love with you, but you were in love with Summer, who was always really in love with Hampton, and now that you're in love with April she's in love with Kevin... and no one's in love with you. That's complicated.
Will Hayes: Yep.

"We threw away things people kill each other now."

Nomeando alguns: Mad Max (1979), O Exterminador do Futuro (1984), Akira (1988), Os 12 Macacos (1995), Eu Sou A Lenda (2007), A Estrada (2009) e, finalmente, O Livro de Eli (2010), que eu fui ver semana passada. Todos filmes com alguma coisa em comum: cenários mais ou menos apocalípticos, em que até o horrível Waterworld (1995) poderia entrar. Existem mais outros tantos filmes, aliás, que poderiam entrar na lista, mas só isso tá bom, até porque não é tão fácil assim achar fãs de ficção científica.

Herbert Marcuse, filósofo e sociólogo alemão nascido em  1898, um dos pensadores da chamada Escola de Frankfurt, se tornou bastante conhecido no Brasil a partir dos anos 60. Seu último livro, O Fim da Utopia (1980), póstumo, contém as participações de Marcuse em congestionadas e disputadíssimas discussões com os estudantes na Berlim de 1967, selando sua consagração como intelectual engajado que lhe valeria a caracterização de subversivo no Ocidente e ameaças de morte nos EUA.

E o que diabos uma coisa tem a ver com a outra, certo? Vou citar (em cor diferente) um trecho de Fernando Gabeira, retirado do livro Vida Alternativa: uma revolução do dia a dia (1985). Tem o download gratuito no site dele. Gabeira é o cara. Mas é assim:

"Marcuse não queria falar de coisas impossíveis, muito menos prolongar o existente. Veio para pregar uma ruptura completa; gerando o fim da utopia.

Todas as forças materiais e intelectuais que podem contribuir para realizar uma sociedade livre estão presentes no mundo de hoje. Se não atuam é porque a sociedade se mobiliza em peso contra a possibilidade de sua própria libertação. Mas uma situação desse tipo não é suficiente para chamar de utopia um projeto de transformação.

Em seguida, o velho filósofo falou algo que é bastante conhecido dos teóricos do III Mundo. Não há um sábio, disse ele, mesmo um sábio burguês, que seja capaz de negar a evidência de que é possível acabar com a fome e a miséria através das forças atuais de produção. Isto só não acontece por causa da desorganização sócio-política do Planeta."

Daí, eu volto à pergunta: o que todos aqueles filmes têm em comum? Bom, dizem que a arte imita a vida, ou que a vida imita a arte. Em qualquer que seja o caso, eu fico com medo, ao constatar uma coisa. Em todos os filmes, o tal cenário pós-apocalíptico é fruto não de um meteoro, não de alienígenas (esses nós sempre conseguimos expulsar no final, né Will Smith?) nem de catástrofes naturais. Não, senhor. Em todos os casos, de uma forma ou de outra, a grande desgraça que nos aconteceu fomos nós mesmos. Em uma guerra nuclear, acabando com o clime do planeta (ponto pra você, Kevin Costner!) ou mesmo através da nossa tão preciosa genialidade, encontrando a cura pro câncer ou mesmo criando máquinas lindas. Será que é tão ficção assim, ou estamos cada vez mais perto do que os filmes retratam?

Interessante que o texto de Marcuse, que li alguns anos atrás, fala justamente da perda da nossa capacidade não só de criar uma utopia, mas também de efetivamente imaginar uma, dadas as condições em que vivemos, que esmagam nossa capacidade de pensar em algo diferente, mas melhor. Tentei pensar em algum filme que mostre um futuro melhor, mas tudo que me vem à cabeça é algo relativamente igual a hoje (até o caso de Blade Runner, de 1982) ou pior, mas nunca algo melhor. O Demolidor (1993), filmão de ação de Stallone, mostra um futuro teoricamente bom, pacificado (quem leu Admirável Mundo Novo vai ter uma boa noção do que poderia ser o mundo como Huxley imaginou, e não vai se surpreender quando ver que Sandra Bullock se chama Lenina Huxley no filme), mas onde falta liberdade e, depois, vai dar merda, porque o mocinho ganhou.

Nós sabemos que dá mudar, temos condições, e não o fazemos. Quem pode, não o faz. O mundo parece cada vez mais desorganizado, e indo mais e mais rápido pro buraco, e os filmes mostrando isso (e o BBB também). A vida imita a arte? A arte imita a vida? Seja qual for o caso, estamos danados.

"Backdoor Sluts 9 makes Crotch Capers 3 look like Naughy Nurses 2!"

Tem gente que acha que é piada, mas eu sempre fui super a favor da banalização de filme pornô, ao mesmo tempo que deveria haver uma certa elevação de categoria dessas pérolas. Não falo das chanchadas brasileiras que reinaram no país nos anos 70 e 80, e infelizmente se tornaram o padrão de cinema nacional pra muita gente, como meus pais, apesar das minhas inúmeras e quase infrutíferas tentativas de mostrar o contrário pra eles. Ou mesmo dos filmes que a Band passava nos extintos Sexta Sexy ou Cinê Prive, que eu religiosamente gravava escondido dos meus pais. Tô falando é de filme XXX mesmo, coisa "baixa".

Preconceitos e puritanismos à parte, eu tô falando sério. Até defendo uma categoria no Oscar para "Melhor Paródia Pornográfica de Filme Original", já que a grande maioria dos filmes do gênero são feitos por lá, e os alvos das paródias não são exatamente filmes franceses ou iranianos. Lembro claramente de ver, quando era criança e tentava espiar as capas dos filmes na parte restrita da locadora, O Guarda Coxas, e depois um impagável, chamado Abaixem as Calcinhas: O Negócio Subiu!, além do memorável Penetrator 2: Grunge Day, que virou objeto de desejo de todo mundo (praticamente todos os meninos de duas classes) que viu aquele trailer na fita gravada pelo Sandro em 1997. O Brasil merece sua menção de orgulho com algo do tipo Metrix ou ainda Foda de Elite. Aliás, os nomes dos filmes seriam um capítulo à parte, bem como os nomes dos atores e atrizes, muito melhores do que qualquer nome artístico de Hollywood.

Existem filmes e mais filmes, especialmente aqueles que são algo do tipo mulher de roupa sexy, o cara chega, eles tiram tudo, ela geme sem parar até quando o cara tosse, metemetemetemetemete, lucky shot, acabou. Não tô falando disso. Exitem alguns filmes que criam produções interessantes, tentam fazer (d)efeitos especiais e coisas do tipo, além dos diálogos, que são tosquíssimos, quando acontecem. Afinal de contas, tem coisa mais natural do que o entregador de pizza ir entregar uma pizza com um buraco no meio dela por onde ele escorrega o bilau (bilau?) e... pronto, sexo? Não, mas é engraçado! Acho que foi na Playboy uma vez que eu vi uma avaliação de certos lançamentos, e lá falava que um filme era bom justamente porque não trazia cenas com posições milaborantes ou impossíveis. Que sem graça! Legal mesmo é ver umas coisas tão absurdas que justificam um filme, que você fica até impressionado, como certos bilaus (é, bilau mesmo) que são do tamanho de um braço. Eu fico com medo só de ver aquilo, imagina se for mulher?

Narizes torcidos de lado, estou falando de uma indústria que movimenta mais de US$ 3.6 bilhões por ano, e que determina formados de mídia que vão se impor (o VHS no lugar do Betamax e agora o HD no lugar do Blu-ray). E que tem um preconceito em cima, até porque mulheres no geral são endeusadas na pornografia, o que é mais curioso, considerando que são as mulheres as mais inconformadas com o XXX. É uma indústria cinematográfica pra ser levada a sério justamente na brincadeira, sem estigmas ou pragmatismo puritano. Acho que em termos de faturamento e distribuição a coisa já tá bem encaminhada, mas é mais a reação das pessoas, como enxergam filme de sacanagem, desde que não se tornem vício ou fundo do poço, e não consguem nem rir das cenas. Sou mais a favor de uma Summer Finn da vida, que assiste sem preconceito at all.

PS: o título do post foi tirado de (mais) um episódio hilário de South Park. Dá pra ver examente essa cena aqui, no site deles.

"I suppose I do have one unembarrassed passion."

Charlie Kaufman: There was this time in high school. I was watching you out the library window. You were talking to Sarah Marsh.
Donald Kaufman: Oh, God. I was so in love with her.
Charlie Kaufman: I know. And you were flirting with her. And she was being really sweet to you.
Donald Kaufman: I remember that.
Charlie Kaufman: Then, when you walked away, she started making fun of you with Kim Canetti. And it was like they were laughing at *me*. You didn't know at all. You seemed so happy.
Donald Kaufman: I knew. I heard them.
Charlie Kaufman: How come you looked so happy?
Donald Kaufman: I loved Sarah, Charles. It was mine, that love. I owned it. Even Sarah didn't have the right to take it away. I can love whoever I want.
Charlie Kaufman: But she thought you were pathetic.
Donald Kaufman: That was her business, not mine. You are what you love, not what loves you. That's what I decided a long time ago.

Chiqsland Corporation

Cópia descarada, mas o cartoon é muito bom!


(tirado de http://chiqs.blog.uol.com.br/arch2010-03-01_2010-03-31.html#2010_03-01_15_01_45-129592153-0)

"And the Oscar goes to..."

Sempre que sai a lista do Oscar, eu penso em duas coisas, de cara: lá vem a Globo chamar a cerimônia da Academia de Cinema dos Estados Unidos de "a maior festa do cinema mundial" (e Cannes, vai bem? Berlim, onde?) e é bom ficar com um pé atrás. Depois que Titanic levou uma estatueta por melhor filme em 1997 (sem contar as outras 10, dentre as quais diretor para James Cameron, fotografia, efeitos especiais e outras coisas técnicas), além da horrível "My Heart Will Go On", que incrivelmente ganhou de melhor canção original na voz de - ugh! - Celine Dion, eu fico assim. E daí, esse ano, a Academia resolve que 5 filmes não eram o bastante... vamos indicar 10 para melhor filme, e assim prolongar uma cerimônia que já é bem longa - e chata.

Mas dessa vez eu resolvi fazer uma coisa, e até agora tem me trazido algumas surpresas, agradáveis na maioria: assistir aos tais 10 filmes. Ainda me falta metade. E é curioso como tem coisa que simplesmente parece errada lá, e até corrobora minha idéia de que o Oscar não é a maior festa. Up, uma animação, está indicado a melhor filme, o que quase garante que vai ganhar como melhor animação, e temos algo como O Segredo dos Seus Olhos, um argentino muito, muito bom, que vai concorrer como melhor filme estrangeiro. Pode ser coisa minha, mas não dá pra entender como uma animação que é boa, pero no mucho, está lá e outras coisas tão boas ficaram de fora. Vai ter muito brasileiro torcendo contra por ser um filme portenho, numa tremenda ignorância que já passou das barreiras do futebol ao ponto de ter gente dizendo que não gosta de argentino sem nem saber o porquê, sendo que, pra exemplo, é só pegar O Filho da Noiva, filmão argentino de 2003, se não me engana, cujo diretor e ator principal (o ótimo Ricardo Darín) estão nesse filme novo. Até Hollywood sabe disso, ou não teria feito um remake de Nove Rainhas naquele simpático Os Vigaristas, com Nicolas Cage. Pois é, foi baseado num argentino.

Depois de, meio que sem querer, ver o tal argentino, e por querer ver A Fita Branca, filme estranho mas bem bom do alemão Michael Haneke (mas que é preciso entender o contexto histórico, e onde o filme vai "dar" pra se ver o porquê dele, já que parece não ter fim), resolvi que o negócio agora é ver (também) a lista dos filmes estrangeiros, na medida do possível. Digo isso porque HSBC Belas Artes e Espaço Unibanco Augusta são só dois, e o Bombril só passa dois filmes por vez, além de que outras opções às vezes são fora de mão, e daí o que nos resta são os bons e novos torrents. É uma pena, mesmo, porque a gente deixa de ver tanta coisa boa porque está fora do circuito Cinemark e porque não é alguma coisa contemplada pelo Oscar (e pela Globo), enquanto filmes como As Branquelas ganham notoriedade e até uns vários fãs, tipo uma sala inteira de aula tentando me convencer de que era um filme muito engraçado. Pelo amor de Deus, acho que nunca mais vou conseguir ver alguma coisa tão retardada.

O foda é que as aulas voltaram, e agora não tenho mais as noites livres pra ficar indo ao cinema. O jeito vai ser aproveitar como der os fins de semana e meu horário tão abençoado que me deixa ver filme de tarde, Lost de manhã e alguma coisa do tipo Ele Não Está Tão a Fim de Você do nada. Eu também tenho lá meus gostos... recrimináveis, e com certo orgulho. É melhor do que ser um chato pedante.

A "Melhor" Cena de Ação

É algo impressionante como isso é ruim... meu Deus do céu! hahaha Mas é tão ruim, tão ruim que chega a dar dó. Os efeitos sonoros, a pinta do ator, o cavalo que escorrega, os "efeitos especiais"... fora que eu nunca vi tanto carro saltar sem motivo, tanto jipe voar sem rampa nem nada, e carros que explodem em sequência. Agora, a pergunta: terá James Cameron se inspirado nisso pra fazer aquela cena com o cavalo no começo de "True Lies", da perseguição à moto?

"I'm like my mother, I stereotype. It's faster. "

Na onda dos indicados ao Oscar e do frenesi que se instalou em torno dos indicados, hoje eu fui ver o filme do George Clooney, sem nem saber direito do que se tratava. Amor Sem Escalas tem um nome horrível em português, considerando o filme, mas é muito bom, mesmo. E na hora de descrever, acho que eu diria que é o filme do George Clooney, simples assim, e impossível pensar muito diferente.

Poucas vezes saí do cinema com uma sensação de tanta tristeza num filme onde se dá risada, se torce e se tem uma história que parece... bem, não tão triste. E com uma sensação meio que de vazio, que é a que o filme deixa no final. Parece até piada que um personagem que tem que fazer tantas conexões como Ryan Bingham, que consegue atingir seu sonho (alguma ironia com a demissão de Bob?), que lida com tantas pessoas e tem família seja tão solitário, tão sozinho e consiga ser tão arrasado, considerando que estamos falando de Hollywood e de um filme que, ao seu modo, trata de amor. Claro, é mais do que isso, é sobre relações e pessoas, mas o amor está lá, nem que seja no horrível título no Brasil. E aí que vem a figura de George Clooney, o solteirão mais convicto do show business.

Colocar Brad Pitt? Não dá, ele é casado e todo mundo vê fotos dele com a Angelina. Ben Stiller e as caretas deles, não rola. Matt Damon, muita cara de bom moço. E poderia pensar em uma lista enorme aqui, mas teria que ser George Clooney, sujeito tão reservado quanto à vida pessoal, na idade certa, com a dose de cinismo certa para dar a convicção de que tudo que ele fala no filme sobre relações é algo em que ele efetivamente acredita. É mais ou menos como pedir para George Bush fazer um filme em que ele interpreta um figurão que acredita no uso da força para resolver problemas, algo assim.  O sujeito tem que dar credibilidade ao que diz, e nisso a escolha por Clooney foi perfeita, ainda que ele esteja longe de ser Oscar material, com esse filme. E o que me espanta é como alguém consegue ter idéias tão racionais e desapegadas de relacionamentos com outras pessoas, não sendo nenhuma surpresa que a tal teoria da mochila sirva tanto pra coisas quanto para pessoas, apresentado nessa ordem.

Agora, o melhor mesmo, talvez até do filme, é ver o que acontece. O cara não tem família, não tem muitos amigos, se sente rodeado de pessoas, gosta de viajar e detesta ir pra casa. De repente, aparece aquela mocinha nova, bonita (Anna Kendrick é mesmo uma gracinha) e cheia de ideais e teorias sobre relacionamentos, pra conviver com um cara que dá risada quando se diz que o amor é motivo para se casar (um dos melhores e mais interessantes diálogos do filme, seguido de um piti impagável), batendo de frente com duas pessoas que são, de certa forma, versões de si mesmos no sexo oposto, isso é, Ryan e Alex. E quando você acha que, depois de tanto rolo e pragmatismo, a coisa vai mudar... bem, a vida não é um mar de rosas, certo? Não é sempre que você vai bater à porta da pessoa, achando que sim, o amor pode dar certo e vencer, e vai, realmente, dar certo. A pessoa vai estar te esperando, como nos sonhos de muita gente. Mas ser chamado de "parênteses" é demais, até para George Clooney. Tanto que a impressão que se tem é a de que ele perdeu tanto o chão com isso e com um suicídio que, perdido, ele passa a se agarrar ao pouco que sobrou, como um conselho "bobo" sobre milhas e painéis de aeroportos, pronto pra fazer as únicas conexões que ele realmente sabia fazer.

O filme é, pra ser sincero, brilhante, especialmente pelo final nada hollywoodiano, e pelas atuações, pela frieza da coisa toda (à exceção da cena do casamento, que é realmente gostosa de se ver, com atores que parecem estar realmente se divertindo). Depois de fazer a gente acreditar que há uma salvação, até mesmo para Ryan Bingham (e para George Clooney?), que alguém tão peculiar vai cair no esteriótipo da pessoa com sonhos "comuns", vem o balde de água fria, e a vontade de nunca ouvir alguém dizer que eu sou a estrela no seu céu. Pode ser só a luz do avião.

"It'll be humane. More or less."

Desde que me dou por gente, tenho visto humanos serem ou os coitados caçados e/ou oprimidos por alguma raça alienígena do mal (como em O Predador ou Guerra dos Mundos), em que nós somos os coitados. Ou  por máquinas, como na série de O Exterminador do Futuro, mas somos sempre os coitados, prontos pra comer capim pela raiz até que um Schwazenegger ou um John Connor se mostram mais fodões que os opositores da raça humana e salvam o dia. Ou nem precisa ser fodão. O Will Smith só precisou das orelhas de Dumbo e de saber pilotar uma nave alienígena pra levar o Jeff Goldblum até a nave-mãe dos motherfucking aliens pra que nossa engenhosidade e nosso precioso cérebro humano dessem um jeito em tudo. Pronto, é assim e com um simples vírus de computador que a Terra é salva em Independence Day.

Agora, eu sempre quis ver uma coisa. E se nós estívessemos no papel dos invasores, os caras maus? E se nós tivéssemos mais tecnologia, mais músculos, pra dar um cacete em quem viesse pela frente, aliens ou robôs? Mais ou menos como ver... sei lá, a Sandra Bullock fazendo um papel dramático realmente sério. Complicado, mas tornou-se possível, graças a James Cameron, quem diria. O mesmo que fez Titanic, mas agora voltou a acertar em Avatar - que, por sinal, já passou dos US$ 1 bi em arrecadação. Claro, em grande parte pelo apelo visual do filme, que é de cair o queixo mesmo, especialmente em 3D, porque a história em si pode não ser exatamente uma novidade, mas me deixou ansioso por mais coisas como essa, em que não somos nada coitadinhos. No more Mr. Nice Guy, como diria o Alice Cooper ou o Jackie Chan.

Cruzo os dedos pra ver mais coisas assim, sem que nós sejamos nossas próprias vítimas, e vou ao cinema, de novo, ver Avatar. Em 3D, é claro.